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Mensagem de Luiz Antônio Gasparetto sobre salvação íntima

By 19/09/2025 outubro 18th, 2025 No Comments
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Olá, amigos, amigas queridas!
Sabe, eu vim aqui trazer uma palavrinha sobre ‘salvação’.

Muitas vezes, quando a gente não se conhece, não entende o que a cabeça torta da gente sai distribuindo por aí, a gente transfere para o outro a tarefa de nos salvar. Isso, muitas vezes, é um pedido velado de socorro para a pessoa te resgatar da infelicidade em que você se encontra aí, por razões que só você conhece: do casamento arruinado, dos pais esquisitos, da ruína financeira, da falta de prosperidade no trabalho, da traição do namorado, da falta de amigos, da solidão, da sociedade preconceituosa e emburrecida, da doença física, do processo obsessivo…

Fato é que ninguém salva ninguém de ninguém, de nada. Eu vou repetir, para você enfiar isso dentro da sua cabeça: ninguém salva ninguém de nada! Somos NÓS que nos salvamos de tudo, e estamos reencarnados para aprender isso! E está mais do que na hora de você, nesta reencarnação aqui, parar de perder mais tempo e começar a se analisar, porque a maioria de vocês vem por encarnaçõessss e encarnações fazendo isso: responsabilizando o mundo pelas suas negligências íntimas!

A gente não gosta de assumir muita responsabilidade por nada, e sai por aí brigando com o mundo, com a vida, com as pessoas do nosso círculo, desejando que elas nos salvem daquilo que a gente não consegue resolver dentro da gente. E, muitas vezes, daquilo que a gente nem quer resolver de verdade, porque se acha vítima do externo, das circunstâncias desafiadoras. A gente quer, no fundo, é exigir retratação sobre condutas que não são as nossas, e nos proporcionar alívio.

E de que modo a gente faz isso? Brigando. Discutindo alto. Berrando. Surtando. Gritando, não é assim? A gente grita pra exigir do outro aquilo que, sem a análise da razão e da coerência, a gente inventou que sejam os nossos direitos legítimos. A gente grita! (não é assim que a gente faz nas discussões?). A gente levanta a voz, berra, fica vermelho, roxa, até cospe nos outros. Faz barraco no meio da rua. No almoço de família. Na viagem de férias. Tem gente que saca armas, comete crimes, tamanha a loucura da cabeça desequilibrada… OU vai me dizer que você fala baixinho, pausadamente, quando briga? Como recepcionista de enterro? Como professor de meditação? Como japonês aposentado? [Gasparetto ri…]

Vocês berram num bate-boca sem fim tentando fazer justiça para si mesmos! Justiça emocional, sentimental, mental e mesmo física, acusando o outro para que o seu interlocutor, acatando o que a gente impôs como a única perspectiva verdadeira, a pessoa, se ‘melhorando’, nos resolva, nos salve, e conserte por nós o que cabe à gente consertar! Às vezes, nem mesmo a gente acredita nos nossos argumentos, não é?

É através das discussões feias, das brigas que as pessoas têm, os casais, os pais com os filhos, o marido com a mulher, a namorada com o namorado, o chefe com o funcionário, um irmão com o outro (e tudo vice-versa), que cada um vai escalonando a altura da voz, vai explodindo fisicamente, para exigir que o outro sucumba e valide a nossa verdade.
É através dessas guerras que a gente quer cobrar dele(a), inconsciente ou conscientemente, a obrigação de nos salvar. E todo mundo quer ter razão, não é mesmo? E se o outro cede, estamos a salvo das nossas mentiras internas… ou verdades parciais. Quem cede nos salva.

Vencer um embate verbal pode ser apenas mascarar a feiura da nossa realidade íntima, que precisa vencer alguma coisa fora de nós para que a gente não se sinta tão pequeno(a), tão lixo… então a derrota do outro perante as minhas argumentações me salva. O outro é instrumento dessa crença rasa.
E por que raios é que nós fazemos isso, de modo tão animalizado, desequilibrado, deselegante, na maioria das vezes?!? Porque a gente precisa acreditar que está correto!

Tá na hora de trazer a razão pra entendeeeer esse mecanismo de escape, de fuga da gente quando quer exigir, estabelecer, impor gritando, por ego, vaidade, criancice, vitimismo, na verdade, pro outro nos salvar, nos validando!A gente quer que o outro assuma a culpa por aquilo que somos, muitas vezes, incapazes de resolver por nós mesmos! Ou, simplesmente, por aquilo que você fez, pensou, inventou, fantasiou, projetou por si mesmo!

Vocês entendem o que eu falo? A gente quer brigar com o irmão ausente, para ele nos salvar onde não somos independentes ou porque somos nós que, no fundo, não impomos limites para os abusos. A gente quer brigar com o pai desertor que abandonou a família toda por causa de rabo de saia, porque a gente não consegue seguir em frente, desbravar os caminhos próprios. Quer discutir com a mãe narcisista, para que ela se redima de alguma ‘displicência’ emocional junto a nós na infância. Os pais querem brigar exigindo dos filhos o retorno do investimento financeiro na infância, na educação, exigindo cuidados eternos, que os filhos parem a vida pra ser babás de velho mal resolvido! Quer brigar com a namorada, com o parceiro, exigindo posturas de proteção, quando nem a gente se dá as mãos.Com o vizinho insuportável, folgado…

Acusar é transferir responsabilidade, permanecer na inação e jogar a vida fora. Ainda que seja certo ‘cobrar’, vai cobrar até quando quem não tem ‘saldo’ para te pagar?!? Saldo emocional, cognitivo, afetivo, lucidez? Que é infantil e seguirá sendo! Você seguirá nessa falência integral em que está! Infeliz, amarga(o), culpando a vida e transferindo para ela o ‘dever’ de te salvar dos desajustes totais.
Ninguém tem que nos salvar de nada! Ninguém vai nos salvar de nada! Este papel cabe única e exclusivamente a nós mesmos. Paaaaara de exigir por vias tortas, e resolva na cabeça, na vida o que te cabe! Não há exterior que não seja cada um de nós, por nós!

Reorganiza a tua energia – a de briga inútil e fútil, principalmente – para lutar pela sua independência integral, colocando apenas nas suas mãos a valorização da própria vida, das escolhas, dos caminhos. Te devolvendo, principalmente, a autoestima e o seu poder, inalienável, de execução do seu processo íntimo de crescimento. Porque a vida é aqui com a gente, agora, em nós e por nós… o outro será sempre professor a nos sinalizar o que cabe a nós viver! Eu disse viver! Vá viver, enfrentando, resolvendo, conquistando o que é seu! Segue em frente a tua vida, toca o barco, se esforce, se supere, cobre de si mesmo a transformação que você se deve, e faça a vida valer por você, para você!

Salve a si mesmo, sem pesar nos ombros de ninguém. Não se distraia tanto do essencial, que é você! Coloca a cabeça para funcionar, e tenha você as melhores soluções para o seu Espírito!

Se faça e seja muito feliz! Por você, com você!

Com amor,

| Luiz Antônio Gasparetto

Mensagem psicografada no dia 19 de setembro de 2025.

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