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Camilo Castelo Branco sobre a responsabilização pós-desencarne dos divulgadores de bets

By 05/07/2026 julho 9th, 2026 No Comments
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Não há material humano – refiro-me aos profissionais da área da saúde:  psiquiatras, psicólogos, psicoterapeutas, terapeutas, psicanalistas e afins – suficiente para a promoção do socorro acessível aos milhares de suicidas que desertam diariamente da vida na matéria. Ainda mais, às vítimas dos jogos de apostas on-line, as chamadas ‘bets’, promovidas por plataformas em todo o planeta, em quase todas as línguas e países.

Escassa é a visão dos poucos atuantes, porque não inclui a crença na continuidade da vida, na Lei de Ação e Reação, desencorajando, hoje ainda mais, o combate ao incentivo às práticas hediondas dos jogos de azar, das apostas virtuais, mascaradas como inclusão no esporte, principalmente, no futebol. Para além dos ganhos rápidos e fáceis, as propagandas induzem os apostadores a espelhar as suas esperanças por melhores condições de vida na figura do jogador, da ‘celebridade’ que divulga materiais indutivos ao vício. Ou seja, o desejo de ser igual, de ter o mesmo sucesso, a mesma visibilidade midiática, a mesma autonomia financeira daqueles que admiram. 

Indivíduos e lares, pessoas de bem, profissionais dignos e honestos que compõem as células sociais, pessoas, muitas vezes, comprometidas com a ética e o crescimento pessoal, sucumbem às ilusões dos ganhos fáceis, já devastados pelas dívidas do sórdido esquema de domínio financeiro imperante, e tendo ainda mais as suas vidas financeira e familiar arruinadas, enganados pelas  fantasias de fácil enriquecimento material e reduzidos à monoideia do fracasso, da vergonha.

De antemão, dizemos objetivamente que o calvário dos que propagam arbitrariamente estas apostas alienantes, quando do retorno à pátria astral, é de longo e triste percurso de retratação moral,  material e humana. O mesmo dos assassinos que estancam a programação reencarnatória de suas vítimas, dos que impedem o progresso de vidas e da sociedade, alterando a marcha das políticas públicas que deveriam zelar pela promoção da dignidade humana, da saúde e do progresso. 

São eles, os divulgadores, oportunistas indiferentes ao roubo, à luz das 24 horas, do escasso dinheiro alheio. Gélidos espíritos, vendidos e rendidos à ganância financeira, egoístas insaciáveis, idiotizados pela falsa crença de alguma representatividade moral-ideológica, salvacionista-financeira entre os iludidos. Naturalizando nas propagandas televisivas a indução ao vício, nas mídias corriqueiras estampadas nos pontos de ônibus, nos assentos dos metrôs, nas festividades gerais. Em sites jornalísticos de grande visibilidade e, portanto, considerados corretos pelas massas, nas placas de patrocínios dos estádios de futebol de todo o mundo, preenchendo vulgarmente os uniformes dos times, em placas de propagandas ao lado de escolas públicas, nas telas de milhões de jovens que se deslocam para os seus trabalhos, nas comunidades carentes e nos bairros nobres, estes algozes de vidas sofrerão as consequências justas da sentença Divina, porque promovem nada menos do que doloridos desesperos, loucuras e a própria morte, pelo suicídio, dos milhares de indivíduos que sucumbem à impotência, às desesperanças de recuperação da dignidade financeira e da sanidade psíquica, em face do cruel vício. Divulgadores são cúmplices coniventes de assassinatos.

Soma-se a este ato, o da condução arbitrária à morte física pelo desespero ante perdas monetárias, afetivas, profissionais e sociais, o ato do desequilíbrio em cadeia causado aos entes familiares dos apostadores, que também sucumbem às doenças mentais, ao desassossego psíquico e emocional, às inseguranças gerais que atingem os que salvaguardam seus amores, e que também passam a figurar como estatística das vítimas indiretas deste esquema, tido como uma inteligentíssima e, infelizmente, bem-sucedida obsessão complexa de alcance mundial. Quantas dores e lutas atingem os familiares envolvidos no auxílio aos dependentes mentais das apostas virtuais, dos jogos devastadores!

Há gravíssima questão nos bastidores da vida política, interesses que  mascaram a ilegalidade das práticas, incentivando-as como ‘legais’, com o intuito de concessões partidárias, econômicas e de aumento de poderes sobre os órgãos governamentais, cujo interesse maior é a manutenção da desigualdade social, pelo viés econômico. 

A permanente descontinuidade da esperança junto ao povo quanto à alguma paridade, justiça econômica e social entre as classes é incentivo à procura de ‘rotas de fuga’, a exemplo das ‘bets’, como tábua de salvação diante de um sistema financeiro arbitrário que escraviza a massa mundial, mantendo-a presa à clara realidade da limitação do crescimento pessoal, material, cultural, espiritual. Num mundo materializado, o controle de corpos e almas é praticado pelo controle financeiro. 

Não incentivamos aqui, em momento algum, o apego ao materialismo, mas a conscientização sobre o papel metafísico da tranquilidade monetária para a facilitação da promoção dos talentos das almas, na promoção do progresso dos valores e virtudes pessoais e coletivas, que unem povos e nos alinham todos a Deus. 

O trabalho ensina valores. A escravização a ele, pelo capitalismo e suas desigualdades econômicas, retalha manifestações pessoais e soterra sonhos. A pobreza retém crescimentos. Criminaliza os desavisados. Desvirtua virtudes em construção. Destrói esperanças de justiça. Estanca inteligências e talentos. Mata a educação e o livre pensar, o direito inalienável e intransferível do questionamento dos sistemas opressores vigentes. A pobreza mundial enfraquece corpos, vozes, saúde mental, e boicota corações. Gera ódios inenarráveis, manifestos em guerras.

Vinculado, como o fazem os parasitas, ao sistema subreptício de incentivo às apostas, há o vício nas drogas ilícitas traficadas e utilizadas como nunca d’antes. Um sistema passa a retroalimentar o outro, como mecanismo de fuga e re-fuga dos padrões alienantes. Estes cassinos virtuais, disponibilizados nas palmas das mãos, são frequentados cada vez mais pelos mesmos – e novos – usuários de drogas, que encontram guarida da excitação das substâncias tanto quando perdem ou ganham valores fugidios.

Triste, e, infelizmente, não há políticas públicas de combate a esta prática, que deveria ser proibida, mesmo que ‘legalizada’, em qualquer sociedade. Reforçamos, não há material humano qualificado para promover a identificação, amparo, tratamento e desestigmatização dos viciados e, claro, perdedores em jogos de azar. 

Este cenário tem mobilizado milhares de trabalhadores espirituais, inspirando pensamentos alusivos à incoerência da ilusão de ganhos salvacionistas. Temos ‘enxugado gelo’, e contamos com a ação direta dos homens encarnados na matéria no auxílio ao combate à prática de socorro dos dependentes. Antes, ao desencorajamento, pelas vias do verbo manifesto com razão e lucidez, à idolatria às ‘celebridades’ propagandistas que incentivam a alienação.  

O endividamento consequente às apostas causa suicídios diretos e indiretos. Gerações são abaladas pela estigmatização do familiar suicida. Incompreensões, dúvidas, tristezas, conflitos existenciais indizíveis alcançam todos os envolvidos.

Apelamos ao bom senso dos dirigentes, pensadores e trabalhadores das casas de assistência espiritual e humana, que atualizem os seus conceitos e práticas de amparo aos adoecidos por este maligno sistema opressor das mentes e não menos criminoso. Abstenham-se da falácia verborrágica que reproduz a falsa ideia de que a assistência espiritual a tudo resolve e corrige. Divulguem a urgência dos cuidados médicos, psiquiátricos, dos profissionais da saúde mental e integral, ao viciado e à rede familiar. 

Unam-se em coragem de manifestação, seres mais conscientes, ditos espiritualizados, contra esta prática assassina naturalizada que, somada ao uso de drogas gerais, empurra corpos físicos para o abismo da vida na matéria, almas para os territórios enlouquecedores das tristes paisagens astrais, que abrigam os suicidas zumbis, alheios à sua realidade consciencial e astral.

Façam um exame de consciência sobre os seus ‘ídolos’ promotores de jogos de azar, agentes diretos de incentivo à desencarnação, sejam eles figuras humanas, instituições ou ideias. Apoiá-los e não combatê-los é tornar-se cúmplice da morte, opositor da vida.

| Camilo Castelo Branco

Mensagem psicografada no dia 05 de julho de 2026.

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